quarta-feira, 14 de maio de 2014

"A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha"

Ando numa fase em que não me suporto a mim mesma. Pode parecer-vos estranho mas eu tenho uma grande capacidade de autodestruição. Sempre achei que os outros são melhores, com muito mais capacidades e habilidades que eu mas ultimamente parece tudo é muito melhor nos outros… Desde a sua personalidade, imagem, conhecimentos, capacidades, perspectivas de futuro… Não me interpretem mal, com isto não quero dizer que tenho inveja do que os outros têm mas em termos de comparação é muito desvantajoso para mim. Isto tudo só me tem feito ir mais a baixo e não me tem feito nada bem.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Compras Calzedónia

Já há algum tempo que andava para comprar um bikini e este fim de semana foi o dia. Fui com o namorado e assim foi muito mais fácil de escolher.

A imagem que consegui no site não é das
melhores mas era a única que havia. Acho que
dá para perceber a ideia...

É o mercado de trabalho que nós temos!

Infelizmente tenho tido muito azar nos empregos que tenho tido. Desde ficar agarrada em dinheiro ou mesmo ficar sem trabalho e ficar a olhar para as moscas.

Desde a minha licenciatura e até agora, dou explicações a miúdos do 1º ciclo até ao ensino superior e aulas particulares de informática a idosos. Parte desse trabalho correu bem mas houve situações em que os pais acabaram por não me pagar ou mais recentemente pessoas a quem dava explicação desapareceram sem deixar rasto. Em 2010, durante o tempo que andava a estudar, precisei de procurar um trabalho mais certo porque precisava do dinheiro e meti-me num call center. Depressa percebi que era impossível conjugar o horário da faculdade com o trabalho e tive de o deixar. Estive lá cerca de dois meses e remuneração nem vê-la. Quando terminei o meu curso comecei a trabalhar numa grande empresa na área da consultoria financeira onde estive mais de um ano. Lá, verdade seja dita que recebi todos os meses. Não era muito mas era certinho. Tinha tudo para dar certo, excepto o facto de não haver um grande fluxo de trabalho e eu ter ficado o tempo todo que lá estive encostada à box. Literalmente sem fazer anda. Pode-vos parecer muito bom mas um ano sem evoluir, sem aprender coisas novas quando estas no teu primeiro ano de trabalho à seria na tua área, não é nada agradável. Decidi sair sem grandes perspectivas de ter outro emprego e fui arranjando alguns trabalhitos precários onde não era nada certo e outras vezes sem me pagarem nada. Mais recentemente estive a colaborar com uma empresa de formação em que investi em manuais, horas de sono e sanidade mental para um trabalho exaustivo e complexo em que no final não vi um cêntimo. É triste mas é a realidade que temos. Até que no início de Abril surgiu uma proposta de trabalho que me pareceu bastante aliciante e segura para trabalhar (mais ou menos) na minha área. Estou cá há mês e meio e até agora não produzi nada… Ok, estou cá há pouco tempo mas a verdade é que nem tenho aprendido. É uma empresa pequena que está num processo de evolução e estão todos demasiado ocupados para perderem tempo a investir na minha formação. Vindo de uma grande empresa em que os primeiros tempos são de formação intensiva, sinto-me um bocado frustrada por até agora ainda não ter sentido que estou a aprender e a evoluir. É triste perceber que trabalho há alguns anos, que trabalho na minha área de formação há quase dois anos e que a minha evolução está estagnada. Sem datas previstas de progressão.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Episódio 5: Road trip parte 5

No dia 7 de Agosto embarcamos na maior aventura dentro de toda esta aventura… Percorrer em canoagem o rio que serve de fronteira natural entre a Eslovénia e a Croácia, o rio Kupa (para os croatas e Kolpa para o eslovenos. Ninguém daquela aventura em profissional de canoagem e nós os quatro nunca tínhamos feito tal coisa. Foram três dias a remar, a dormir ao relento (literalmente a dormir ao relendo) e as únicas coisas que levámos connosco foi uma caixa relativamente pequena a dividir por duas pessoas. Como é óbvio não levámos nada de valor incluindo telemóvel. Foi realmente uma grande aventura. Estava muito receosa e até ponderamos não ir porque dias antes tinham dado previsão de mau tempo e muita chuva e não tínhamos ido preparados com muita roupa quente. Além disso, tínhamos muito pouco espaço para transportar as nossas coisas e íamos dormir à chuva. Mas felizmente decidimos arriscar e ainda bem porque foi do melhor que houve na nossa viagem. É daquelas coisas que se não tivesse sido naquela altura nunca mais o tinha feito. Espero que consiga transmitir o que senti pelas fotos.

Dia 1
No primeiro dia foi apenas a preparação e ainda tivemos tudo connosco. Comida, utensílios e tenda.




Dia 2
No segundo dia começámos logo de cedinho para conseguirmos avançar o máximo. O objectivo era atingir os 50 km de percurso mas no final acabámos por nos ficar nos 35 km. Fizemos muitas paragens no caminho para comer, descansar, fazer as nossas necessidades (sim porque não posso dizer casa de banho) e conviver um pouco. Neste primeiro dia foi um grande esticão. Lembro-me que à noite doía-me tanto tanto tanto os braços que eu não os conseguia dobrar. Tive de tomar um brufen e dormi com os braços esticados. Foi terrível só de pensar que no dia seguinte íamos remar novamente.












 



Dia 3
No dia seguinte acordei sem dores, o que me deu bastante força para continuar (também não tinha outra alternativa) mas foi também um percurso muito giro. Ao pequeno almoço para nos dar força comemos sopa de carne e pimentos. Pode parecer estranho mas eles comem este tipo de coisas ao pequeno almoço.















No fim do dia, quando decidimos parar, comemos num restaurante peixe do rio frito e seguimos viagem rumo à Croácia.

Não podem perder as zonas paradisíacas que há na costa croata...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sabem aquela sensação que fica depois de uma discussão com o namorado? Mesmo quando já passou uma ou duas semanas?

Na sexta-feira passada do nada o namorado amuou. Amuou porque me atrasei. Por norma à sexta feira jantamos com os meus pais, seguimos para a Ericeira e no sábado almoçamos com os dele. O problema é que os meus pais vivem em Lisboa e para chegar à Ericeira é cerca de uma hora. Esta sexta ele combinou tomar café com os amigos a uma hora completamente ridícula. Era óbvio que nos íamos atrasar mas eu não estava para ir jantar com os meus pais e ser uma correria. Também não faço o mesmo com os dele (por muito que às vezes me apetecesse), muito menos para tomar café com amigos que os vê todas as semanas. Quando se chegou à hora e ainda estávamos em Lisboa o rapaz amuou. Pior de tudo é que ainda tive de ir pôr combustível (o que também já tinha avisado com antecedência). O que foi atípico nesta situação foi o tempo que ele ficou naquele estado. Não, não foi uma hora nem duas, foi o resto da noite. Não nos falámos o resto da noite, aliás, ele nem me procurou durante a noite para me abraçar como de costume. No sábado de manhã acordámos para ir para a casa dos pais dele e continuava sem me falar. Para não discutirmos, engoli o orgulho e com calma perguntei porque ele tinha ficado assim. Não fazia sentido nenhum. Está-me sempre a dizer que a família dele está em primeiro lugar. Então porque a minha não deveria estar? Lá conversámos e ficou tudo bem. Ele mimou-me o resto do fim de semana, eu é que continuei um pouco fria porque achei mesmo irritante. Não se falou mais no assunto, como se tudo ficasse resolvido mas aquela sensação de... irritação ainda está aqui a corroer no peito. Espero que passe depressa!

Imagem daqui